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Vencedores do Chico Mendes

Publicado . em Educação & Cidadania

Divulgados os nomes dos premiados por iniciativas em prol do meio ambiente

No próximo dia 23, no Centro Comunitário da Universidade de Brasília (UnB), acontece a cerimônia de premiação dos vencedores ao Prêmio Chico Mendes de Meio Ambiente 2010.

Ao todo, foram inscritos 105 projetos várias regiões brasileiras, mas apenas seis ficaram em primeiro lugar em suas respectivas categorias, a saber: como Liderança Individual, o premiado é Sérgio Roberto Lopes, do Acre; em Organização da Sociedade Civil, venceu a Fundação Viver Produzir e Preservar, do Pará; em Negócios Sustentáveis, a Fundação Vitória Amazônica, do Amazonas, levou a melhor; em Educação Ambiental, ganhou a Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia; em Saúde e Meio Ambiente, venceu a Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina Hospital São Paulo; e na categoria Município, Paragominas, no Pará, foi a primeira colocada.

Segundo o Ministério do Meio Ambiente, serão distribuídos R$ 140 mil e diplomas durante a cerimônia de entrega do prêmio. O julgamento foi feito com base em critérios de efetividade, impacto social e ambiental, potencial de difusão, originalidade, adesão e participação social. A organização do prêmio é do Departamento de Articulação de Políticas para a Amazônia e Controle do Desmatamento.

A categoria Municípios é a única que não recebe premiação em dinheiro, apenas o diploma. O concurso foi criado em 2002 para valorizar trabalhos realizados e desenvolvidos em prol da conservação do meio ambiente da Amazônia Legal. É o reconhecimento da contribuição de seus realizadores ao processo de melhoria da qualidade ambiental.

No caso de Liderança Individual, vale destacar o trabalho do paranaense Sérgio Roberto Lopes, que aos 22 anos se mudou para Rondônia, onde atuava como professor na cidade de Cacoal. Em 1984, inscreveu-se como candidato à reforma agrária e, junto a outros produtores, recebeu um lote no Projeto Fundiário Alto Madeira, na região hoje conhecida como Ponta do Abunã, em Porto Velho.

O cultivo em sistema de consórcio de espécies avançou e sua área tornou-se referência para os produtores da região e laboratório para o desenvolvimento e a concretização dos sistemas agroflorestais como alternativa produtiva. Surgiu o Projeto RECA, Reflorestamento Econômico Consorciado e Adensado, que já conta 21 anos e é conduzido pelos próprios produtores, numa gestão participativa, transparente e dinâmica.

Nesta mesma categoria, Eric Royer Stoner, que há 20 anos é gerente no Brasil do Programa de Meio Ambiente da Agência Norte-Americana para o Desenvolvimento Internacional (USAID), recebeu menção honrosa. Seu trabalho identifica e catalisa iniciativas de pesquisa, fomenta a capacitação e a educação, especialmente na região amazônica. Ele foi pioneiro no financiamento de pesquisas sobre extração madeireira de baixo impacto, que gera poucos danos à floresta e permite extrações futuras. Demonstrou sua viabilidade econômica, influenciou empresas madeireiras e capacitou centenas de técnicos sobre o manejo florestal.

Fonte: Globo

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