Em defesa da Reserva Biológica do Tinguá!
A Reserva Biológica do Tinguá, criada por decreto federal em 1989, surgiu por força de uma expressiva mobilização social que se originou a partir de nossa comunidade aqui em Tinguá, e envolveu moradores da região, ecologistas, associações comunitárias, entidades sindicais, e universidades, todos preocupados com o destino da floresta, cujos 26 mil hectares de Mata Atlântica foram tombados pela UNESCO (órgão das Nações Unidas) como Reserva da Biosfera / Patrimônio da Humanidade.
Por causa disso, manifestamos publicamente nosso REPÚDIO à manobra que vem sendo preparada de forma traiçoeira e silenciosa pelo governo federal, visando à recategorização da Reserva Biológica do Tinguá para “parque nacional”.O motivo principal que levou à decretação da floresta do Tinguá como Reserva Biológica está ligado ao grandioso potencial de recursos hídricos dessa região, que abastece parte da Região Metropolitana, Baixada Fluminense e parte da cidade do Rio de Janeiro. Há represas e aquedutos no interior da Rebio-Tinguá construídos à época do Império pelo Engenheiro Paulo de Frontin, e que funcionam até os dias atuais.
Outro dado importante e que serviu também para o tombamento do Tinguá como reserva foi sua imensa biodiversidade de flora e fauna, com milhares de espécies ainda não catalogadas pela Ciência, além de muitas em processo de extinção.
Sabemos que interesses econômicos poderosos ligados ao ecoturismo predatório e inconsequente se escondem por trás da proposta de “parque nacional”, que tentam ressuscitar depois de 20 anos e que surge como um fantasma assombrando e ameaçando de destruição a Reserva do Tinguá.
Não podemos aceitar isso passivamente! Vamos lutar para impedir esse verdadeiro CRIME que tentam cometer contra os interesses da população!
Exigimos a manutenção de Tinguá como RESERVA BIOLÓGICA, com a imediata implantação de seu Plano de Manejo, que garantirá os recursos materiais e humanos necessários para que a unidade saia efetivamente do papel. E que a Petrobrás ajude financeiramente a Rebio-Tinguá, como contrapartida compensatória ao uso que faz de seu subsolo, no transporte de óleo e gás.



